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Dúvidas mais frequentes sobre mamografia de rastreamento

11 de Setembro de 2020

O câncer de mama é uma doença causada pela multiplicação desordenada de células na mão. Extremamente comum, a doença é o segundo tipo de câncer que mais atinge mulheres no Brasil e no mundo – 57 mil novos casos todos os anos aproximadamente –, de acordo com dados do INCA (Instituto Nacional do Câncer).

Em média, cerca de 30% dos casos de câncer de mama podem ser evitados através de uma rotina de hábitos saudáveis. No entanto, os cuidados de prevenção devem receber máxima atenção, visando garantir um diagnóstico precoce.

A detecção precoce é fundamental para aumentar as chances de cura, ainda com tratamentos menos agressivos. Para isso, é necessário que as mulheres tenham conhecimento sobre seus corpos e sobre os métodos preventivos, dentre eles, o exame de mamografia.

A falta de informação a respeito desse exame pode levar a muitos equívocos que atrasam a descoberta da doença e prejudicam o tratamento. Por essa razão, a campanha de “Outubro Rosa” vem sendo realizada no Brasil desde 2002, com a finalidade de levar conscientização e informação a respeito dos métodos preventivos mais eficazes.

Diversas dúvidas ainda rodeiam o principal método de detecção precoce: a mamografia. Por isso, na leitura a seguir vamos apresentar as principais dúvidas acerca deste exame de rastreamento. Confira!

O que é mamografia de rastreamento?

Mamografia é uma radiografia das mamas feita por um equipamento de raios X chamado mamógrafo, capaz de identificar alterações suspeitas de câncer antes do surgimento dos sintomas, ou seja, antes que seja palpada qualquer alteração nas mamas.

De acordo com o Ministério da Saúde, recomenda-se que a mamografia de rastreamento (exame realizado quando não há sinais nem sintomas suspeitos) seja ofertada para mulheres entre 50 e 69 anos, a cada dois anos.

Por que a mamografia aperta tanto os seios?

"Para separar as estruturas internas e torná-las mais visíveis", explica a radiologista Selma de Pace Bauab, membro da Comissão Nacional de Mamografia e da Sociedade Brasileira de Mastologia.

A sensação dolorosa costuma ser maior no período pré-menstrual porque os seios ficam mais sensíveis. É melhor marcar o exame para depois da menstruação.

É verdade que a mamografia não é o melhor exame para quem tem mamas densas?

Segundo o mastologista José Luis Esteves Francisco, presidente da Comissão de Imaginologia da Sociedade Brasileira de Mastologia, a avaliação sempre começa com a mamografia, mas, em mulheres com mamas densas e mais fibrosas, a visibilidade não é boa. Nesses casos, é comum solicitar a ultrassonografia como complementação. Esse exame permite diferenciar nódulos líquidos e sólidos (os últimos podem ser malignos) e ver tumores não observados na mamografia.

A mamografia reduz a mortalidade por câncer?

Há estudos feitos na Suécia que mostram uma queda de 15 a 30% na mortalidade. Já no trabalho publicado no Brittish Medical Journal, a redução foi de apenas 8%.

Os pesquisadores canadenses acompanharam 90 mil mulheres entre 49 e 59 anos durante 25 anos e concluíram que um em cada cinco casos de câncer de mama diagnosticados pelo exame durante o estudo não representava uma ameaça à saúde, portanto não precisaria ser combatido com cirurgia, quimioterapia ou radioterapia. É o que os especialistas chamam de "overdiagnose", isto é, diagnóstico exagerado. "De fato, nem todo câncer descoberto no início evolui de modo lesivo", diz José Luis Esteves Francisco. "O problema é que não temos um marcador definitivo que nos diga qual vai ficar naquele estágio e qual vai evoluir e destruir a mama. Às vezes, tumores pequenos podem ser muito agressivos. Na dúvida, removemos e tratamos."

Para a mamografia, é importante a mulher dizer que tem silicone?

Sim. A prótese pode dificultar a visualização de tumores. "Mas existem manobras que aumentam o campo de visão na mamografia", diz Selma. A primeira parte do exame é igual e, na segunda, o técnico empurra a prótese e comprime apenas o tecido mamário.

As estratégias para a detecção precoce do câncer de mama são o diagnóstico precoce (abordagem de pessoas com sinais e/ou sintomas iniciais da doença) e o rastreamento (aplicação de teste ou exame numa população sem sinais e sintomas sugestivos de câncer de mama, com o objetivo de identificar alterações sugestivas de câncer e, a partir daí, encaminhar as mulheres com resultados anormais para investigação diagnóstica).

Todos os direitos reservam-se as fontes mencionadas.

Disponível em:

https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-de-mama,

https://www.femama.org.br/site/br/noticia/10-perguntas-e-respostas-sobre-diagnostico-e-tumores-nas-mamas,

https://www.inca.gov.br/controle-do-cancer-de-mama/acoes-de-controle/deteccao-precoce


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