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Câncer de mama: 7 exames que podem detectar a doença

14 de Setembro de 2018
A incidência de câncer de mama se relaciona diretamente com a idade da mulher, ou seja, quanto mais velha maior o seu risco de ter câncer de mama.

No geral, o risco aumenta muito após os 50 anos de idade, sendo que cerca de 80% dos casos são diagnosticados nessa faixa. No entanto, mulheres jovens também são acometidas, mas com uma incidência em torno de 7%. Os casos registrados em idade mais precoce giram em torno de 20 anos de idade, mas são de extrema raridade.

 

Quais são os fatores de risco?

O principal fator de risco para a mulher jovem é a presença de mutação genética , sendo os principais genes o brcA1, BRcA2, Tp53 e Check2.

Outro fator é o tratamento com radioterapia na região do tórax  durante a infância e adolescência. Esta radioterapia afeta a mama e predispõe o surgimento de câncer de mama ao redor de 10 anos após o tratamento.

São também importantes: história familiar de câncer de mama e ovário em parentes de primeiro grau, história de câncer de mama bilateral e caso de câncer de mama em homem da família.

A obesidade também tem sua relação com o câncer de mama, já que com maior número de células de gordura no corpo há um volume maior do hormônio feminino que serve como ” alimento”  para alguns tipos de tumor.

 

Qual o diagnóstico?

É bastante difícil e de grande desafio para o médico.  Nesta faixa etária a mamografia apresenta limitações, pois a maioria das pacientes têm mamas densas, o que dificulta a avaliação destas e identificação de eventuais tumores, podendo ser necessária a complementação com outros exames como ultrassonografia ou Ressonância Magnética.

A maioria dos casos se manifesta como nódulos palpáveis ou por altercações na pele, o que se correlaciona com tumores em fases mais avançadas.

Os tumores em mulher jovem, em geral, são biologicamente mais agressivos.

O auto exame associado ao exame físico realizado pelo médico a partir dos 20 anos está indicado para mulheres de alto risco.

A definição da idade de início de exames de imagem dependerá da presença de mutação genética e idade de acometimento do parente afetado mais jovem da família. Em geral, o acompanhamento médico deverá iniciar 10 anos antes desse caso mais jovem.

Pacientes com algum sintoma deverão procurar o especialista e o mesmo poderá solicitar exames em qualquer idade a depender da história da paciente e seus achados clínicos.

Para a maioria das mulheres de alto risco a triagem com ressonância magnética e mamografia deve começar aos  30 anos ou até antes dependendo da história. As evidências são limitadas quanto a melhor idade de início da triagem nessas pacientes. Essa decisão deve ser compartilhada entre a paciente e o seu médico, considerando a situação individual da paciente.

 

Tem tratamento?

Nos casos hereditários, que são em torno de 5 a 10%, se descoberta a mutação, a mulher pode decidir entre 3 possibilidades: acompanhar clinicamente, fazer a mastectomia e/ou retirada dos ovários, ou tomar medicamentos que diminuem em 50% o risco da doença.

O diagnóstico precoce nesse grupo de risco pode necessitar de uma cirurgia oncológica, quimioterapia, radioterapia e hormonoterapia o que pode ter efeitos negativos sobre a estética, autoimagem, fertilidade e também implicações psicológicas negativas na mulher. Portanto, é muito importante o acompanhamento multidisciplinar, apoio psicológico e da família a essa paciente. Atualmente, mais estudos são necessários em relação ao rastreamento do câncer de mama nas mulheres jovens.

 

Do: Guia da Saúde Dr. Consulta

Por: dr.consulta

Fotos/ Créditos: creditar a imagem do banco que usar

 

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Disponível em: https://blog.drconsulta.com/2016/12/cancer-de-mama-na-mulher-jovem-o-que-voce-precisa-saber/| Acesso em: 26/09/2018 às 15h49.


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